Referência técnica · Atualizado fev. 2026
104 termos técnicos de arquitetura, urbanismo, engenharia e construção civil explicados de forma clara por arquitetos. Com links para guias completos.
Autorização emitida pela prefeitura para iniciar a obra, após aprovação do projeto legal. Obrigatório para qualquer construção.
Projeto atualizado conforme realmente construído, registrando todas as alterações feitas durante a obra.
Documento do CREA que registra a responsabilidade do engenheiro por um serviço técnico. Obrigatório para qualquer obra.
Registro da construção na matrícula do imóvel no cartório. Formaliza a existência da edificação e é necessária para venda, financiamento e seguro.
Área protegida por lei ao longo de rios (30-500m), nascentes (50m), topos de morro e encostas acima de 45°. Construção proibida ou muito restrita.
Preenchimento com terra para elevar o nível do terreno. Deve ser compactado em camadas para suportar edificação. Aterros mal feitos causam recalque.
Áreas que não contam no CA: garagem (até certo limite), varandas abertas, circulação vertical, áreas técnicas, subsolos. Varia por município.
Viga de fundação que liga as sapatas e distribui cargas das paredes ao solo. Primeiro elemento visível acima do solo numa obra.
Elemento arquitetônico de proteção solar (lâminas horizontais ou verticais) que bloqueia incidência direta do sol sem impedir ventilação.
Prolongamento da cobertura além da parede externa. Protege fachadas da chuva e do sol. Quanto maior, mais proteção (60-120cm é ideal).
Documento oficial da prefeitura que informa os parâmetros urbanísticos aplicáveis a um terreno específico (recuos, TO, CA, usos permitidos).
Lei municipal que regulamenta aspectos técnicos das edificações: dimensões mínimas de ambientes, ventilação, iluminação, acessibilidade.
Desenho técnico que representa a edificação cortada verticalmente, revelando alturas, pé-direito, escadas e relação entre pavimentos.
Órgão que regulamenta e fiscaliza o exercício da profissão de arquiteto e urbanista no Brasil.
Órgão que regulamenta e fiscaliza o exercício das profissões de engenharia, agronomia e geociências.
Índice mensal que indica o custo por m² de construção, calculado pelos Sinduscons regionais. Base para orçamentos e financiamentos.
Linha imaginária que conecta pontos de mesma altitude no terreno. Quanto mais próximas as curvas, mais íngreme o terreno.
Viga de concreto sob a abertura de janelas para evitar fissuras. Complemento da verga (acima da abertura).
Curvatura proposital para cima dada a vigas e lajes durante a construção, compensando a deformação que ocorrerá sob carga.
Bloco vazado cerâmico ou de concreto que permite ventilação e iluminação filtrada, mantendo privacidade. Elemento clássico da arquitetura brasileira.
Divisão de um lote em dois ou mais lotes menores, respeitando a área mínima (125m² urbano). Exige aprovação da prefeitura.
Parede seca de gesso acartonado sobre estrutura de aço galvanizado. Rápido, leve, não gera entulho. Ideal para divisórias internas e forros.
Ordem da prefeitura para paralisar uma obra irregular. Pode ocorrer por falta de alvará, desrespeito a recuos, ou obra em desacordo com o projeto aprovado.
Primeira etapa do projeto com proposta de implantação, volumetria e distribuição espacial. Base para discussão com o cliente.
Volumetria tridimensional preliminar que avalia o potencial construtivo de um terreno antes do desenvolvimento do projeto.
Fundação profunda cravada ou escavada no solo até camada resistente. Usada quando o solo superficial é fraco. Tipos: pré-moldada, hélice, raiz.
Conjunto de portas e janelas. Materiais: alumínio, PVC, madeira, aço. Define isolamento acústico, térmico e estanqueidade à água.
Área do terreno onde é proibido construir: ao longo de rodovias, ferrovias, redes de alta tensão, dutos de gás. Geralmente 15-30m.
Representação das faces externas da edificação (frontal, posterior, laterais), mostrando volumetria, materiais e proporções.
Elemento estrutural que transmite as cargas da edificação para o solo. Tipos: radier, sapata, estaca, tubulão, hélice contínua.
Revestimento externo com câmara de ar entre a parede e o acabamento, que melhora isolamento térmico e permite ventilação da parede.
Altura máxima permitida para edificações em determinada zona urbana, definida pelo Plano Diretor ou legislação específica.
Alíquota de IPTU crescente ao longo do tempo para terrenos urbanos não edificados, subutilizados ou não utilizados. Incentivo à construção.
Posicionamento da edificação no terreno, considerando orientação solar, topografia, acessos, recuos e relação com o entorno.
Proteção contra infiltração de água. Obrigatória em lajes de cobertura, subsolos, banheiros, piscinas e contenções. Tipos: manta asfáltica, argamassa polimérica.
Quantidade de radiação solar que incide sobre uma superfície. Medida em horas de sol por dia. Essencial para definir proteção solar e conforto.
Mapa técnico com dimensões, ângulos, cotas de nível e confrontantes do terreno. Base obrigatória para qualquer projeto em terreno inclinado.
Nível subterrâneo onde o solo está saturado de água. Se alto, impede subsolos e exige fundação especial (drenagem + impermeabilização).
Elemento estrutural horizontal que forma pisos e tetos. Tipos: maciça, nervurada, treliçada, protendida, steel deck.
Documento que descreve em texto os materiais, acabamentos e especificações técnicas do projeto. Complementa os desenhos.
Documento registrado em cartório que comprova a propriedade e o histórico completo de transações de um imóvel ou terreno.
Estrutura de contenção para suportar desníveis de terra. Tipos: gravidade, flexão, gabião, solo grampeado. Obrigatório projeto estrutural acima de 1,5m.
Parede revestida com vegetação viva. Reduz temperatura, melhora qualidade do ar e cria barreira acústica natural.
Pagamento à prefeitura para construir acima do coeficiente de aproveitamento básico. Permite construir mais em troca de contrapartida financeira.
Lei municipal que estabelece diretrizes de desenvolvimento urbano, definindo zoneamento, índices urbanísticos e regras de uso do solo.
Lista detalhada de ambientes, áreas e funcionalidades que o projeto deve contemplar, definida em conjunto com o cliente.
Desenho técnico que representa o corte horizontal da edificação a 1,50m do piso, mostrando paredes, aberturas, móveis e cotas.
Desenho que mostra o terreno dentro do loteamento/quadra, com orientação norte, ruas adjacentes e confrontantes.
Desenho que posiciona a edificação no terreno com cotas de afastamento (recuos), acessos e áreas permeáveis.
Distância vertical entre o piso acabado e o teto de um ambiente. Padrão residencial: 2,60-3,00m. Mínimo legal: 2,40-2,60m.
Mureta que contorna o topo da edificação, escondendo telhado e calhas. Cria fachada limpa (sem telhas aparentes). Exige impermeabilização.
Pavimento térreo sustentado por pilares, com área aberta (sem paredes). Permite circulação, estacionamento e permeabilidade visual.
Dimensionamento de fundações, pilares, vigas e lajes. Garante segurança e estabilidade. Obrigatório para qualquer edificação.
Dimensionamento de circuitos, quadros, tomadas e iluminação. Define capacidade elétrica, pontos de uso e proteção.
Dimensionamento de água fria, água quente, esgoto e águas pluviais. Define tubulações, conexões, reservatórios e tratamento.
Dimensionamento de equipamentos, dutos e infraestrutura de climatização. Cada vez mais comum em residências de médio e alto padrão.
Projeto de iluminação artificial com cálculo de lux por ambiente, posicionamento de luminárias, cenas e automação.
Sistema de controle integrado de iluminação, ar-condicionado, cortinas, segurança e entretenimento por aplicativo ou voz.
Revestimento cerâmico de alta resistência e baixa absorção (<0,5%). Tipos: polido, acetinado, natural, retificado. Uso em pisos e paredes.
Revestimento sintético flexível que imita madeira ou pedra. Rápida instalação, conforto térmico, resistente a umidade. Não indicado para área externa.
Capacidade do solo de absorver água. Pisos permeáveis (grama, brita, paver drenante) ajudam a cumprir a taxa de permeabilidade.
Documento do CAU que registra a responsabilidade do arquiteto por um serviço técnico. Equivalente à ART para arquitetos.
Laje de concreto armado que cobre toda a área da edificação, funcionando como fundação. Distribuição uniforme de cargas. Ideal para solos homogêneos.
Sistema de captação, filtragem e armazenamento de água de chuva para uso em irrigação, descarga e limpeza. Economia de 30-50% de água potável.
Ensaio de campo que analisa a resistência e tipo de solo em diferentes profundidades. Fundamental para dimensionar fundações. Custo: R$ 1.500-3.500.
Direito de uso de parte do terreno por terceiros (passagem de rede elétrica, esgoto, água). Limita ou impede construção na área afetada.
Fundação rasa em concreto armado que distribui a carga de um pilar. Pode ser isolada (1 pilar) ou corrida (parede inteira).
Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas. Obrigatório em edificações acima de determinada altura ou volume.
Percentual mínimo do terreno que deve permanecer permeável (sem pavimentação ou construção), permitindo absorção de água da chuva. Típico: 15-25%.
Dimensão frontal do terreno (largura voltada para a rua). Testada mínima para construção varia por cidade (geralmente 5-8m).
Referência técnica ARQPD
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